quarta-feira, 4 de maio de 2011

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A S T R O L O G I A

C A P R I C Ó N I O

IDENTIDADE

De 21 de Dezembro a 19 de Janeiro o Sol, cada manhã, nasce no signo do Capricórnio; é o período do ano mais difícil de suportar, pois lá está o Inverno bem instalado e, se os dias começaram a alongar-se, por outro lado, o frio está no seu ponto culminante.

Toda a natureza parece aterrorizada pelo gelo. Onde se escondeu os inumeráveis animais selvagens que animam a Primavera e o Verão ?

O solstício do Capricórnio, mostra-nos, cada ano, a verdade de um adágio francês:

« É quando tudo vai pior que começa a melhorar »

A Natureza prossegue a sua obra contínua, pois jamais alguma coisa pára no decorrer das estações; mas é um trabalho cumprido em segredo, em silêncio, na sombra.

Com ela, o nativo do Capricórnio terá sempre o seu reino secreto.

SIMBOLISMO E MITOLOGIA DO CAPRICÓRNIO

Pode dizer-se que o Capricórnio representa a encarnação do Verbo.

Nota-se, com efeito, que, na tradição cristã, a anunciação a Maria ocorre a 25 de Março, portanto no começo do signo do Carneiro; o nascimento de Cristo tem lugar nove meses depois, a 25 de Dezembro, sob o signo do Capricórnio.

Todas as tradições relativas a este signo estão de acordo em expressar o seu duplo valor e duplo significado. Por um lado, é o resultado da descida da faísca animadora na matéria, que faz de um organismo animal um homem pensante, com uma inteligência e uma alma; por outro lado, situa-se no momento em que se inicia o processo de desencarnação, a fim de que a chama que o anima, desembaraçada da matéria, regresse ao seio do puro espírito.

O duplo carácter do Capricórnio encontra-se no deus Pã, que, na mitologia, representa o simbolismo deste signo.

RETRATO DO NATIVO DE CAPRICÓRNIO

Um « Capricórnio » é, para os nativos dos outros signos, um indivíduo bastante espantoso. Tudo neste signo indica um carácter frio, convencional, calmo e sóbrio tanto de movimentos quanto de palavras, e a realidade parece bem diferente.

Um ser natural.

O que caracteriza, à primeira vista, desde o primeiro encontro, o nativo do Capricórnio, é a sua naturalidade. Não finge. Não é corrente encontrar pessoas que sejam, pura e simplesmente, naturais; fica-se pois perturbado. Então, e porque os clichés, as convenções, as frases feitas já não servem, as pessoas perdem-se, hesitam, não decifram a personalidade desse interlocutor.

Antes do mais, o « Capricórnio » nasceu num período de frio máximo, ou quase, em todo o caso, num período em que a Natureza está morta, imobilizada, para deixar passar o gelo. Parece que, psicologicamente, sobre a influência da estação em que nasce. É um ser que não provoca nem remoinhos nem explosões, em condições normais, num primeiro encontro. É-se-lhe apresentado, ou apresenta-se ele próprio, e está tudo dito no que lhe diz respeito.

É neste estilo que um « Capricórnio » é natural. Não usa de rodeios, nenhuma manha, nenhuma malícia, e porquê ? Porque as manhas, os rodeios, a malícia, são coisas que não lhe interessam.

Fala-se muito do « despojamento » do « Capricórnio ». Nu, como a criança da manjedoura de Belém.

O « Capricórnio » é despojado porque recusa os meandros das hipocrisias de salão. Dá sempre a impressão de se ter esquecido de se enfeitar.

Na realidade, o « Capricórnio » só usa o espaço que lhe é estritamente necessário; faz poucos gestos, não sobe o tom de voz. Não querendo trocar palavras fúteis e inúteis, fala pouco e só se o interrogam. Mas não existe nele severidade, e não censura os que agem de outra maneira. O seu sorriso é tão claro quanto sincero.

Tem-se a impressão de que o frio característico da estação em que nasceu o habita definitivamente, e provoca uma retracção, uma espécie de gelo. Parece recusar exteriorizar-se, como, durante os dias frios, nos recusamos a sair de casa.

Como consegue o « Capricórnio » um silêncio de uma tal densidade !

Quanto amor e afeição são necessários para o fazer falar !

ASCENDENTE

Para definir o sentido da palavra « ascendente » nos textos astrológicos é necessário começar por abstrair do sentido geral da palavra.

Quando, em Astrologia, se fala da palavra « ascendente », nem por sombras se pensa nos pais e avós que terão podido transmitir certos traços característicos seus; pensa-se, simplesmente, no signo do Zodíaco que se encontra na linha do horizonte a leste do observador situado, sobre a Terra, no ponto em que o indivíduo nasceu. No momento desse nascimento, o Céu apresentava uma dada configuração; cintura zodiacal, que parece mover-se em volta da Terra, e mostrar, um a um, cada um dos doze signos em 24 horas, estava numa dada posição.

O ascendente define-se, portanto, astrologicamente falando, como o signo do Zodíaco que, no momento de nascimento do indivíduo, e no ponto em que teve lugar esse nascimento, se encontrava em ascensão no horizonte. Quem já viu o que é uma Aurora, o nascer do Sol, esse acordar da natureza, esse ímpeto que precede o dia, dá-se conta da importância que pode tomar esse signo ascendente. Ele lança na alma, no espírito do indivíduo, traços de carácter, pulsões, motivações, desejos que modificam claramente o comportamento que recebeu, em princípio, do signo sob o qual nasceu. È por isso que, decifrar a personalidade do indivíduo, o conhecimento do seu ascendente é necessário. È preciso, por consequência, poder determinar, com certa exactidão, a hora de nascimento.

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